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terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Trabalho Mais Difícil de Todos



Puxa, mas não é que o tempo voa mesmo? Olha só quanto tempo já faz que não atualizo este blog e isto que quando eu resolvi cria-lo, tinha em mente fazer uma média de, ao menos, uma postagem nova a cada 48 horas. Julgava também que seria o mais fácil de todos eles (eu mantenho ainda o 305 dias e o do pai do Samuel), porque aqui eu quero apenas escrever de forma natural, expor minhas ideias e meus pensamentos, sem maiores pretensões. Bem, no entanto, pelo menos na largada eu já saí da rota, antes tarde do que nunca, hora de fazer a correção e retomar o caminho.
Bom, hoje eu quero escrever usando como inspiração a imagem e o texto que não por acaso ilustram este post.
"O mais difícil dos trabalhos é o feito sobre si mesmo." E isso é muito mais verdade do que possa  parecer numa primeira reflexão que possamos fazer, ainda de uma maneira mais superficial. Se já é consideravelmente tortuosa a tarefa de responder a indagação que fiz no post anterior de "Quem sou eu?" (em tempo, um leitor do blog aprofundou ainda mais a questão e sugeriu que além de nos perguntarmos quem sou eu? Fizéssemos também o questionamento de "O que sou eu"? Muito pertinente e relevante esta colocação, vindo a enriquecer ainda mais nossas reflexões). 
Partimos deste princípio, ainda que tenhamos somente um rascunho, um leve esboço da resposta à pergunta mencionada no post anterior e considerando de que nosso grande objetivo seja, de verdade, o de buscarmos uma evolução pessoal, sobretudo como seres humanos, ou seja, de que estamos tentando ser alguém melhor para nós mesmos e para todos aqueles que nos cercam e com quem nos relacionamos, então, até mesmo para aqueles que estão no caminho certo e que já são boas pessoas, de ótimo caráter e de boa índole, esta também é uma tarefa árdua que exige muito foco e uma boa dose de concentração.
Trabalhar sobre si mesmo, vai exigir que estejamos atentos a nós mesmos o tempo todo. Como se fossemos um terceiro nos observando e isto, sinceramente, não é algo fácil de se fazer. No entanto, este é o único meio de conseguirmos uma maior honestidade para conosco e uma maior aproximação entre aquilo que realmente somos e aquilo que desejaríamos ser.
Quantas vezes que por preguiça pura e simplesmente deixamos de fazer algo que seria bom para nós ou para alguém que gostamos? Quantas vezes que, pelo mesmo motivo, acabamos desapontando aqueles que contavam conosco mesmo que fosse para alguma coisa tão simples de se fazer? Quantas vezes por displicência ou negligência desconsideramos um pedido, ignoramos uma observação ou qualquer outra coisa do tipo, simplesmente por considerarmos que não era importante, mas que para a outra parte envolvida era? Quantas vezes agimos com desproporcional ira com alguém que cometeu um  erro conosco? Quantas vezes ao invés de apenas assumirmos nosso erro, resolvemos contra-atacar e fizemos um esforço enorme para distorcer os fatos com nossos argumentos numa tentativa de nos isentarmos da culpa?
São muitos, quase infinitos os questionamentos, que se pararmos, ao menos, uns poucos instantes por dia, iremos ter que nos fazer se começarmos mesmo a nos auto-observar e deste modo começar o trabalho sobre nós mesmos.
De qualquer modo, como eu sempre digo, tudo é uma questão de ponto de vista e até mesmo aquelas situações que possam parecer ruins (mesmo as que realmente o são) podem ser oportunidades para um verdadeiro crescimento pessoal. 
Como escrevi no inicio deste post, antes tarde do que nunca. Sempre há tempo para iniciarmos uma mudança, para que possamos começar a trabalhar sobre nós mesmos e este é, de fato, um enorme desafio. O que sei é que as pessoas vencedoras, aquelas que estão aqui para fazer a diferença para o bem, não fogem da luta e nunca recusam um desafio do tipo que as façam temer que não consigam vencer, ainda que no íntimo delas, elas saibam que vencer ou não é apenas a consequência natural de como elas encaram, se preparam e efetivamente enfrentam este desafio.
Valeu pela visita, fique com Deus e até a próxima!

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